Brasil vs Europa 03/Jun/2005
Ontem sairam dois artigos sobre a adopção de soluções FLOSS:
- A edição UK do BBC News Online apresenta um artigo sobre a adopção pelo Governo Brasileiro de soluções FLOSS.
- O Computer Business Review Online apresenta um artigo sobre um oficial da Comissão Europeia ter mencionado que a Europa está a atrasar-se no que diz respeito ao Open-Source.
No artigo sobre o Brasil são apresentadas as vantagens que o Governo Brasileiro vê na adopção e uso generalizado de soluções FLOSS em instituições governamentais:
- Economia – Sérgio Amadeu, que dirige o Instituto Nacional das Tecnologias de Informação, diz que esta é a principal vantagem porque o Governo deixa de pagar royalties a empresas estrangeiras. Num País como o Brasil, estima-se que a mudança do soluções Microsoft para soluções FLOSS implique uma poupança de 120 milhões USD.
- Social – Lula da Silva, presidente do Brasil, está a estudar se deverá aprovar um decreto que torne complusória a adopção e o uso de soluções FLOSS em todos os departamentos federais. Além disso, através de redução de impostos, procura incentivar a compra de equipamento informático por parte de familias pobres, pois apenas 1 em cada 10 pessoas acede regularmente à Internet no Brasil. José Cerqueira César, director de TI do Banco do Brasil, é uma das pessoas envolvidas na recentemente criada “Organização Global para o Software Livre/Aberto”. Esta organização tem como objectivo encorajar a cooperação e partilha de ideias entre os governos, empresas e indivíduos dentro que fazem parte dos Países em Desenvolvimento. Numa escala ainda pequena, tem-se conseguido reduzir a “divisão digital” no Brasil, como por exemplo no caso do projecto que colocou 80 computadores doados por empresas na “favela” Sacadura Cabral, em São Paulo.
Jesus Villasante, director da Unidade de Desenvolvimento de Software da European Commission’s Information Society, diz que a Europa corre o risco de ficar atrás dos Estados Unidos da América e da Ásia se não começar a tomar medidas pro-activas em relação à adopção de soluções FLOSS:
“In the US most of the large companies have clear strategies to increase open source in their product lines. In Asia and Latin America, we see that there are many national and regional projects to develop and to work on open source”.
Na óptica de Jesus Villasante, a Europa está a perder a oportunidade de colher benefícios económicos e sociais enquanto evita começar a exploração do conceito Open-Source.
Estes dois artigos são interessantes de ler e de comparar.
Espero que sirvam de catalisadores para a activação da exploração mencionada por Jesus Villasante.
- Posted in : doConsulting
- Author : José Carlos Monteiro
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Pelo que sei e conheço, as vantagens são por ordem de importância as seguintes:
1. Social – desenvolvimento social através de serviços de carácter comunitário que melhorem a sociedade.
2. Técnico – porque são imensos os exemplos e é óbvio que o código aberto e livre é mais seguro, robusto e fiável. Em resumo, é de melhor qualidade.
3. Económico – porque em vez de se expremer o dinheiro dos clientes através de licenças no uso das soluções se apresentam serviços com preços justos (equilibrados na “balança” da comunidade FLOSS) que são inferiores ao custo em se utilizar soluções fechadas, que apertam o cliente às vontades empresariais de um fornecedor.
Mudam-se os ministros e mudam-se as decisões. Mais do que me perguntar se é certa ou errada pergunto-me porque razão/motivo o novo ministro brasileiro das comunicações, Hélio Costa, procura gerar polémica nesta altura.
No artigo publicado no Tek.Sapo o ministro Hélio Costa não assume que as soluções Livres e Abertas são melhores ou piores do que as soluções Fechadas. Apenas é mencionado que o ministro manifestou publicamente a sua dúvida quanto à decisão do anterior ministro.
Após um governo tomar uma decisão e dar andamento à sua aplicação, só deveria sofrer alterações após se esclarecer sem ambiguidades (tornar evidente) que a decisão não foi a mais acertada. Enfim…